A curiosidade e a vontade de aprender tem me levado as mais diversas situações: algumas mais simples e outras com certeza muito desafiadoras.
Meados de abril, participei de um curso de aplicação pratica de IA onde a média de idade do grupo girava em torno dos trinta anos. Tomaram um susto quando me apresentei com meus 70 anos. As fisionomias deixaram transparecer: “corajoso”, “o que ele está fazendo aqui”, “quero ser assim”, “meu ídolo” … Recebi educada atenção de todos os participantes, em especial do instrutor Luis Otavio da equipe Método Máquina de Vendas.
Logo na sequência, iniciei o curso de Formação de Conselheiro na Católica de Santa Catarina. Lá, além dos colegas, pela media dos 40 anos com as mais variadas experiencias em diversas funções dentro de médias e grandes empresas, apareceram os professores. Estes, na faixa entre 30 a 50 anos, formaram um quadro a parte, passando por toda a grade de formação: graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós doutorado. Detalhe importante: todos com experiencias empresariais praticas no Brasil e exterior em expressiva quantidade, fazendo-me sentir aluno de primeiro grau. Se achei que seria um mero assistente, descobri rapidamente o caudaloso volume de novos conhecimentos a que fui exposto. Gostava de me apresentar dizendo que faltam dedos nos pés e nas mãos para contabilizar as empresas e funções por onde transitei e descobri que um dos professores, apesar de ter pouco mais da metade da minha idade, tinha mais experiencias profissionais em outros países do que o total das minhas no Brasil.
Numa situação normal, eu poderia ter voltado pro sofá e assistir as series favoritas. Como falei, sou curioso e gosto de aprender. Por isso, reforcei minha filosofia de mergulhar isento de pré conceitos e estereótipos e fui em frente. Ninguém faltou com o respeito ou me tratou como “coitado”. Em ambos os ambientes, me enquadrei normalmente e o crescimento foi fantástico.
O ser humano é sujeito a falhas refletindo isso nos que o cercam. Como escreveu Stephen R. Covey em seu livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, nossa educação e formação nos dizem que ninguém se aproxima de nós no intuito de querer ajudar sem contrapartida. Isso nos leva aos estereótipos como conflitos de classes, de raças e de gerações.
Avaliando o tema, a conclusão é óbvia: “não existe conflito de geração, o que existe são conflitos de ideias e personalidades independente de idade”. Depende dos envolvidos, mais dos “estranhos no ninho”, de se integrarem ao ambiente, contribuírem com seu melhor e absorvem todo o conhecimento possível.




